Auto-reflexão sobre a ética

24 de setembro de 2009

Partindo na análise individual de uma conduta ética frente ao mundo, considero que ser ético no cotidiano das relações sócio – políticas dentro de uma sociedade capitalista, onde a ideologia do individualismo está impregnada inconscientemente  no agir dos indivíduos, não é tarefa fácil de lidar.

Como somos responsáveis pelas nossas ações, sejam éticas ou não, é importante entender que os conflitos vão existir, contudo como atores desse processo reflexivo quanto a ética, não podemos descartar o compromisso de uma postura profissional que conforme Sá, as virtude éticas de qualquer trabalho são visíveis, quando existir: o zelo em oposição a atitudes negligentes, a honestidade garantindo uma relação de confiança, o sigilo profissional- sem este não haverá a manutenção dos vínculos – e para completar de forma eficiente e eficaz uma atitude ética temos que ser competentes.

Reforçando as virtudes acima é preciso tomada de atitudes éticas, e concordo com Marcondes (2007) quando explica que uma atitude ética autêntica é a não admissão de dicotomia, pois “não faria sentido um comportamento ético restrito apenas a um plano interno e um comportamento oposto no plano externo”.

Outro aspecto importante a ser pontuado é a ética e o meio ambiente que após assistir “Uma Verdade Inconveniente” de Al Gore, descobri que apesar da teorização das questões ambientais que conheço, estas são muitas vezes violadas por mim quando reforço a destruição ambiental mesmo que de forma indireta, ou seja, ainda continuo a poluir o meio ambiente com a descarga do meu carro, a contribuir para o aumento do lixo devido ao consumo inconsciente de alimentos e compras de materiais, móveis e objetos por puro status e/ou movido pelo consumismo capitalista, a não reciclagem do lixo, ao consumo de água desnecessário e outros. E nestas questões me questionei: será que estou agindo eticamente com meu meio? Como será o futuro das próximas gerações se continuarmos a agir desta forma? Esses questionamentos ainda me incomodam e fico sem perspectivas se melhoraremos e tomaremos consciência de nossos atos.

De acordo com Pizzarro (2000), “Nossa vida é uma constante reavaliação de valores. A cada nova situação somos desafiados a reforçar ou a abandonar o que pensamos …”.

E o meu desafio hoje é refletir de forma mais profunda quanto a percepção ecológica que os indivíduos, a começar de mim, precisam tomar em busca de uma nova forma de se viver, abandonado padrões e comportamentos meramente fúteis de consumo e produção e pensar mais quanto as consequências que este padrão tem trazido e questionar a ideologia materialista, pois se continuarmos a não atentar para as questões ambientais muitas catástrofes virão acontecer e não terá dinheiro no mundo que poderá mudar isso.

REFERÊNCIAS

DE  LIBERAL, Márcia Mello Costa (Org.). Um olhar sobre a ética e cidadania. São Paulo:Ed Mackenzie, 2002.

GORE, AL. UMA Verdade inconveniente:um aviso global.

MARCONDES, Danilo. Textos básicos de ética: de Platão a Foucault. Rio de Janeiro: Zahar,2007.

PIZZARRO, Cíntia Marques. Ética e profissionalismo frente a novos paradigmas. Revista do professor, Porto Alegre, 16 (62), n50, abr/jun, 2000.

SÁ, A.L. Virtudes básicas profissionais. São Paulo: Atlas. {s.m.r}

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